terça-feira, 11 de novembro de 2008

Documentário aborda casos atuais de suicídio

Com 93 minutos de duração, o documentário “The Bridge” (A Ponte, 2006) retrata casos de suicídio em um dos maiores pontos turísticos de São Francisco, a ponte de Golden Gate. Foi dirigido por Eric Steel, também diretor de “Bringing Out the Dead” (Vivendo no Limite, 1999), “Shaft” (2000) e “Angela’s Ashes”.

Ao longo do dia, Steel e sua equipe conseguiram flagrar cerca de 20 pessoas no momento de sua morte. Sendo constatados comportamentos quase regulares, gerou grande polêmica: a pessoa leva algum tempo para se jogar, dando tempo para que seja ajudada, mas o filme registra 20 vítimas e ajuda poucas. O documentário também conta com depoimentos de amigos e parentes das vítimas.

Por: Juliana Dutra

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Quem dá mais valor à vida?

Há mais ou menos 50 anos, os sociólogos Austin Porterfield e Jack Gibbs realizaram uma pesquisa na Nova Zelândia que relacionava suicídios à classe e à mobilidade social. Foram estudados casos ocorridos entre 1946 e 1951.

O trabalho tinha como objetivo descobrir em quais classes (alta, média ou baixa) o suicídio era mais comum e se a mobilidade social (enriquecimento ou empobrecimento) exercia alguma influência em tal prática.

Uma análise simples mostrou que a maioria dos casos de suicídio (30%) eram praticados pela parcela mais rica da sociedade, enquanto os pobres apresentaram a menor porcentagem. Além disso, dentre as classes altas, destacaram-se os praticantes com mais de 35 anos. Essa proporção direta entre renda e número de suicídios (crescimento paralelo), no entanto, não é considerada universal.

De acordo com a teoria, a mobilidade pressupõe adaptações radicais devido à mudança de classe. Os dados mostraram que os suicidas, majoritariamente, haviam passado por tal mobilidade.

O tipo de crise psicológica promovida pela mudança de classe variava dentre os que subiram, desceram ou se mantiveram estagnados em relação à posição ocupada na sociedade. Aqueles que avançaram de patamar apresentavam problemas com o emprego. Os que decaíram tinham problemas interpessoais - brigas, divórcios, falecimentos.

A pesquisa de Porterfield e Gibbs não deu importância à ligação entre suicídio e doenças mentais (como a depressão) ou influências externas, e por isso não obteve tanta credibilidade. Foi capaz, entretanto, de prever os males do consumismo e do status quo, que comprometem a qualidade de vida da sociedade contemporânea.

Por Rafael dos Santos

domingo, 9 de novembro de 2008

Cérebro de suicida é diferente

Tentando explicar as causas dos suicídios recentemente foi publicado um estudo canadense na revista Biological Psychiatry, onde constatou que o cérebro da pessoa suicida é quimicamente diferente do cérebro de pessoas que morrem por outras causas. A pesquisa verificou que a metilação, que regula o desenvolvimento das células, no cérebro dos suicidas é maior que nos outros cérebros. A metilação também tem a função de desligar genes de uma célula para que outros genes determinem a função da célula, o gene que estava sendo desligado era um importante regulador de comportamento.

Os cientistas das Universidades de Western Ontario, Carleton e Ottawa também apontam que fatores ambientais também influenciam a mudança do comportamento.

Segundo Michael Pouler, cientista responsável pela pesquisa, a descoberta abrirá portas para novos estudos e terapias sobre comportamento de suicidas e pessoas depressivas.

John Krystal, editor da Biological Psychiatry, sintetiza “Além disso, essas modificações podem acabar moldando os rumos da vida de uma pessoa de forma importante, inclusive aumentando o risco de um distúrbio depressivo e, talvez, do suicídio”.

“A vida sem ciência é uma espécie de morte”.
Sócrates

Por Shayane Servilha

sábado, 8 de novembro de 2008

Kamikazes: Tudo por tudo?

Muitos já ouviram essa palavra: "Kamikaze". O que seria? Um prato da culinária japonesa? Um anime?(animação japonesa) Um brinquedo de parque de diversões? Sim. Também é um brinquedo num parque de diversões, mas muito antes disso essa palavra significou orgulho, honra e desespero.( O único desespero comparável ao das vítimas de um kamikaze é o de um estudante de jornalismo que escreve de ultima hora repetindo substantivos no título do texto).

Kamikaze é uma palavra de origem japonesa. "Kami" significa "deus" e "kase", "vento"...curiosamente essa palavra no Japão é apenas usada para designar um tufão que se diz ter salvo o país em 1281 da invasão por uma frota líderada por Kublai Khan(conquistador do Império Mongol), mas no resto do mundo ela é usada para caracterizar os ataques suicidas realizados por pilotos japoneses na segunda guerra mundial.

A intenção desses ataques era óbiva: se destruir causando o maior dano possível às vítimas( muitos acreditavam que um ataque kamikase causava mais danos que uma bomba ou um torpedo); É claro que causava um dano ainda maior ao piloto, mas o objetivo dos ataques normalmente era alcançado, principalmente depois que o Japão viu que a tática era boa e começou a desenvolver aviões mais "explosivos".

Claro que há muitas perguntas sobre os kamikazes: Por que eles se matavam ao invés de se alistarem no exército e matarem muito mais gente? Por que eles tomavam saquê antes de ir para o avião já que essa bebida poderia deixá-los bebados e fazê-los acertar o alvo errado? Infelizmente não sei responder, mas antes que alguém pergunte: os kamikazes usavam capacete por honra(e porque os rádios ficavam neles).

Por Vinícius França
Sábado \o/

A Maior Dificuldade

Não é difícil pensar em se matar - muito pelo contrário, muitas pessoas pensam em suicídio pelo menos uma vez na vida. O difícil é admitir este pensamento e, principalmente, enfrentar a angústia de querer desistir da própria vida.

Quando alguém pensa em se matar, quem deveria ajudá-la quando a própria pessoa não reconhece que precisa ser ajudada? O suicídio não é um assunto comum em conversas, é na verdade, um assunto praticamente banido socialmente.

A pessoa se sente bloqueada quando vê a necessidade de conversar com os amigos, pois ela acredita que eles não saberiam lidar com esta situação.

Ela também tem dificuldade para falar com a sua família, pois os parentes sofrerão e, logo, há um sentimento de culpa por causar este sofrimento.

Finalmente, há o medo de procurar ajuda externa, um psicólogo por exemplo, pois a pessoa precisa aceitar o problema que ela tem e seus efeitos na sua vida, que pode evoluir de uma tristeza contínua até o suicídio.

Lidar com o fato de que você precisa de ajuda envolve muita força, coragem e consciência de quem você é, e é por isso que muitas pessoas resolvem ir até o fim com a idéia do suicídio. Pedir ajuda é, sem dúvida, a maior dificuldade que todos nós temos.

Por Clara Hamasaki

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Suicídio e Religião

Diversos motivos levam uma pessoa a decidir quando acabar com sua vida. Como tudo em excesso faz mal, a religião não foge à regra. Ela pode sim ser o motivo de um suicídio, como uma prova de fé que será recompensada no paraíso.

Um exemplo conhecido mundialmente são os ataques suicidas aos EUA no dia 11/09/2001, quando membros da Al-Qaeda seqüestraram quatro aviões dos quais dois atingiram o World Trade Center, um atingiu o Pentágono e o outro, destinado à Casa Branca, caiu em um campo na Pensilvânia. Neste atentado, 19 pessoas (os seqüestradores) tiram suas próprias vidas e as de mais 3215 inocentes.

É compreensível que problemas insolúveis aos olhos de um indivíduo o incitem a cometer um atentado si mesmo. Mas as religiões sempre valorizaram muito a vida (apesar de haver períodos da história onde isso não se aplica, como o da Inquisição e o das Cruzadas), sempre foi algo que conforta, que dá explicações e esperança, logo, é contraditório esse estímulo ao suicídio. Não é falta de respeito, nem proselitismo, é só uma questão polêmica que atinge a todos nós, ainda que indiretamente e a longo prazo, seja no dia-a-dia, seja em eventos históricos como o 11 de setembro. E a questão é uma muito debatida, porém nunca resolvida: qual é o limite da fé?

Por Lucas Thomaz de Agrela
06 de novembro de 2008

Japão: A terra do suicídio [2]

Na segunda parte de nossa matéria, nós nos aprofundaremos em uma das maiores causas de suicido no Japão, o Bullying. Para quem não sabe o bullying significa os maus tratos que alguns alunos recebem dos conhecidos “valentões” em suas escolas. Atos desse tipo são vistos em todas as partes do mundo, porém no Japão o bullying atormenta a vida de milhares de alunos todos os anos.

Muitos alunos e principalmente alunas recorrem ao suicídio como solução. Os estudantes Japoneses se recusam a procurar ajuda em relação ao bullying guardando tudo para si mesmo, muitos professores não escutam o desabafo dos adolescentes, alem de que os próprios pais muitas vezes não sabem da situação que seus filhos passam todos os dias.

Um caso muito conhecido pela mídia local foi o de Shinji Nakai e sua mulher Setsuko, que entraram com um processo contra o governo Japonês e da cidade onde sua filha estudava. Os pais alegavam que a escola omitia os casos de bullying, alem, de não oferecer apoio a sua filha.

Psicólogos e estudiosos afirmam que o sistema de ensino Japonês, que obriga constantemente a “disputa” entre os alunos, cria um ambiente favorável para o bullying. Talvez a melhor saida não seja a modificação drástica no sistema educacional, e sim a conscientização de que alunos agredidos não procuram ajuda. Os professores e educadores tem de ficar atentos aos mínimos detalhes, punindo os culpados e ajudando os atacados. O suicídio deles é a única forma de fugir da realidade na qual vivem. Se ao menos tais alunos fossem escutados a tensão e frustração gerada pelo bullying diminuiria, junto com o suicídio.

Por Lucas Vinicius Biffi
Quarta-feira , 05 de Novembro de 2008