sábado, 15 de novembro de 2008
E se? (Começo)
Eu já falei de famosos que se mataram; citei Hitler,Kurt Cobain e até Judas! Mas dentre tantos gringos, o único brasileiro lembrado foi Santos Dumont(que tem até nome de francês). Contei um pouco dos kamikazes japoneses também, mas não tem jeito.Só pensamos na gravidade do problema,quando este nos aflige diretamente( ou quase).
Agora sim o começo...
Levando em consideração o levantamento feito pelo Ministério da Saúde, o número de jovens brasileiros entre 15 e 24 anos que tentam o suicídio no Brasil aumentou em torno de 40% de 1993 à 1998? Esses são apenas dados de mais de 10 anos atrás. Hoje em dia estamos muito melhores...temos apenas cerca de 8 mil casos ao ano de suicídio. Temos também uma pergunta,inevitável: Pra quê tudo isso?
Os motivos "oficiais" variam entre:
- Baixa saúde mental(jeito chique de chamar o suicida de louco)
- Baixa saúde mental por abuso de drogas e alcool
- E mais várias e várias tentativas de explicação
Na segunda parte do texto falarei mais sobre os possíveis motivos, os outros motivos "oficias" e a dura constatação: não é porque achamos que determinado fato não é motivo para suicídio, que ele realmente não seja.
Por Vinícius França
Sábado \o/
PS:O Site do ABC da saúde que fala das estatísticas citadas no início do texto é esse aqui: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?401 ( acessem ^^ )
Eutanásia
Este é um assunto delicado, pois ninguém quer ver um parente, um amigo ou até mesmo um simples conhecido desistir da vida de uma forma que todos saibam o que está acontecendo, sem ter a chance de impedir a decisão da pessoa. E também é difícil para a própria pessoa que está passando por isso, pois ao saber que seu estado é irreversível, o que resta a ela?
Alguns filmes, como "Menina de Ouro" e "Mar Adentro", contam a história de alguém que percebe, mas não aceita, que seu destino é ficar deitado em uma cama pelo resto dos seus dias, sem levantar um dedo. Estes dois filmes passam a mensagem de que se a pessoa sabe que não há como mudar seu estado e não quer mais viver num mundo de sofrimento, ela deveria ter a opção de não mais passar por isso.
Por isso, muitas pessoas preferem nem ver filmes com esta temática. Não é o futuro que planejamos para nós mesmos durante nossas vidas, mas o que devemos fazer quando nos deparamos com estas situações? Muitos condenam a eutanásia, outros são a favor se a pessoa está passando por grandes dificuldades, sofrendo. Mas, de um modo geral, a sociedade é contra. Por quê?
Porque não há nada mais fácil do que se imaginar numa situação tão frágil quanto esta. E, ao mesmo tempo, nada mais difícil do que pensar em como lidar com isso caso um dia venha acontecer com você.
Por Clara Hamasaki
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
A sociedade é inocente?
Na sociedade atual, a mídia impõe padrões. Sejam eles de consumo ou de beleza, há sempre aqueles que o sistema exclui, sem a menor chance de ascensão, pois além de barreiras econômicas, há barreiras morais. A competitividade é exacerbada. Com um futuro repleto de escolhas pré-determinadas, as pessoas que não conseguem ter as mesmas coisas que seus vizinhos tendem a ser infelizes, talvez até invejosas, e isso, em longo prazo, pode levar à depressão e ao suicídio e no Japão há muitos exemplos disto.
A falta de valorização do trabalhador que o capitalismo impõe com seus meios de produção faz com que as pessoas se sintam meros vendedores da sua força de trabalho para mover a máquina geradora de lucros e de miséria. Benefícios efêmeros são gerados, mas o que realmente passa na cabeça da pessoa sem oportunidade? Passa um sonho: o de ser e de se sentir igual.
Muitas vezes alguns consideram o suicídio uma solução pensando numa teoria comum: ao invés de resolver os problemas, pode-se eliminar a vida na qual eles se hospedam. Assim não há problemas.
O suicídio pode ser a conseqüência de problemas psicológicos ou psiquiátricos, mas a causa muitas vezes é externa e presente no nosso dia-a-dia. A questão que fica neste texto é: será que o mundo está correto?
Por Lucas Thomaz de Agrela
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Japão: A terra do suicídio [3]
Já comentamos dos casos de suicídios vindos de estudantes e adolescentes, porém outro grande índice de mortes provem dos adultos acima de 40 anos.
Muitos deles se suicidam devido a problemas econômicos, ou mesmo quando seu trabalho se encontra instável. Para quem não sabe, entrar em uma empresa no Japão é um orgulho para a família, já sair da mesma é uma vergonha. Normalmente os empresários começam e acabam em uma mesma empresa. Sair dela é sinônimo de incompetência e fraqueza.
Muitos empresários, que mesmo obtendo muito dinheiro, chegaram a cometer o suicídio, pois foram despedidos. 25% dos suicídios provem de problemas relacionados com o trabalho.
O mais estranho em tudo isso, é que uma grande parte dos suicidas entre 35 a 50 anos utilizam sites de suicídio coletivo, que ao juntar um determinado numero de pessoas, programam a hora e a data para que todos se suicidem juntos, cada um em sua casa conectado aos outros por intermédio do computador.Outro tipo de site é o que encomenda seu próprio suicídio. Por uma quantia de 1200 iens uma pessoa vai ate a sua casa para te matar. Muitos sites desses já foram fechados, ocorrendo 2 prisões. Uma por envenenamento e outra por degolamento. Todos pagos e agendados.
Temos que compreender que não só estudantes e jovens cometem o suicídio. Adultos bem sucedidos também recorrem à morte, muitas vezes por problemas de honra do que de dinheiro. Ou seja: O suicídio pode atingir qualquer um em uma social, não importa quanto dinheiro este tenha. Temos que entender que apesar de nossa sociedade colocar visivelmente todos em “níveis” a depressão, baixa alto estima e desonra podem atingir qualquer um. Estes conceitos não possuem preconceitos!
Por Lucas Vinicius Biffi
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Documentário aborda casos atuais de suicídio
Ao longo do dia, Steel e sua equipe conseguiram flagrar cerca de 20 pessoas no momento de sua morte. Sendo constatados comportamentos quase regulares, gerou grande polêmica: a pessoa leva algum tempo para se jogar, dando tempo para que seja ajudada, mas o filme registra 20 vítimas e ajuda poucas. O documentário também conta com depoimentos de amigos e parentes das vítimas.
Por: Juliana Dutra
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Quem dá mais valor à vida?
O trabalho tinha como objetivo descobrir em quais classes (alta, média ou baixa) o suicídio era mais comum e se a mobilidade social (enriquecimento ou empobrecimento) exercia alguma influência em tal prática.
Uma análise simples mostrou que a maioria dos casos de suicídio (30%) eram praticados pela parcela mais rica da sociedade, enquanto os pobres apresentaram a menor porcentagem. Além disso, dentre as classes altas, destacaram-se os praticantes com mais de 35 anos. Essa proporção direta entre renda e número de suicídios (crescimento paralelo), no entanto, não é considerada universal.
De acordo com a teoria, a mobilidade pressupõe adaptações radicais devido à mudança de classe. Os dados mostraram que os suicidas, majoritariamente, haviam passado por tal mobilidade.
O tipo de crise psicológica promovida pela mudança de classe variava dentre os que subiram, desceram ou se mantiveram estagnados em relação à posição ocupada na sociedade. Aqueles que avançaram de patamar apresentavam problemas com o emprego. Os que decaíram tinham problemas interpessoais - brigas, divórcios, falecimentos.
A pesquisa de Porterfield e Gibbs não deu importância à ligação entre suicídio e doenças mentais (como a depressão) ou influências externas, e por isso não obteve tanta credibilidade. Foi capaz, entretanto, de prever os males do consumismo e do status quo, que comprometem a qualidade de vida da sociedade contemporânea.
Por Rafael dos Santos
domingo, 9 de novembro de 2008
Cérebro de suicida é diferente
Os cientistas das Universidades de Western Ontario, Carleton e Ottawa também apontam que fatores ambientais também influenciam a mudança do comportamento.
Segundo Michael Pouler, cientista responsável pela pesquisa, a descoberta abrirá portas para novos estudos e terapias sobre comportamento de suicidas e pessoas depressivas.
John Krystal, editor da Biological Psychiatry, sintetiza “Além disso, essas modificações podem acabar moldando os rumos da vida de uma pessoa de forma importante, inclusive aumentando o risco de um distúrbio depressivo e, talvez, do suicídio”.
“A vida sem ciência é uma espécie de morte”.
Por Shayane Servilha