sábado, 8 de novembro de 2008

Kamikazes: Tudo por tudo?

Muitos já ouviram essa palavra: "Kamikaze". O que seria? Um prato da culinária japonesa? Um anime?(animação japonesa) Um brinquedo de parque de diversões? Sim. Também é um brinquedo num parque de diversões, mas muito antes disso essa palavra significou orgulho, honra e desespero.( O único desespero comparável ao das vítimas de um kamikaze é o de um estudante de jornalismo que escreve de ultima hora repetindo substantivos no título do texto).

Kamikaze é uma palavra de origem japonesa. "Kami" significa "deus" e "kase", "vento"...curiosamente essa palavra no Japão é apenas usada para designar um tufão que se diz ter salvo o país em 1281 da invasão por uma frota líderada por Kublai Khan(conquistador do Império Mongol), mas no resto do mundo ela é usada para caracterizar os ataques suicidas realizados por pilotos japoneses na segunda guerra mundial.

A intenção desses ataques era óbiva: se destruir causando o maior dano possível às vítimas( muitos acreditavam que um ataque kamikase causava mais danos que uma bomba ou um torpedo); É claro que causava um dano ainda maior ao piloto, mas o objetivo dos ataques normalmente era alcançado, principalmente depois que o Japão viu que a tática era boa e começou a desenvolver aviões mais "explosivos".

Claro que há muitas perguntas sobre os kamikazes: Por que eles se matavam ao invés de se alistarem no exército e matarem muito mais gente? Por que eles tomavam saquê antes de ir para o avião já que essa bebida poderia deixá-los bebados e fazê-los acertar o alvo errado? Infelizmente não sei responder, mas antes que alguém pergunte: os kamikazes usavam capacete por honra(e porque os rádios ficavam neles).

Por Vinícius França
Sábado \o/

A Maior Dificuldade

Não é difícil pensar em se matar - muito pelo contrário, muitas pessoas pensam em suicídio pelo menos uma vez na vida. O difícil é admitir este pensamento e, principalmente, enfrentar a angústia de querer desistir da própria vida.

Quando alguém pensa em se matar, quem deveria ajudá-la quando a própria pessoa não reconhece que precisa ser ajudada? O suicídio não é um assunto comum em conversas, é na verdade, um assunto praticamente banido socialmente.

A pessoa se sente bloqueada quando vê a necessidade de conversar com os amigos, pois ela acredita que eles não saberiam lidar com esta situação.

Ela também tem dificuldade para falar com a sua família, pois os parentes sofrerão e, logo, há um sentimento de culpa por causar este sofrimento.

Finalmente, há o medo de procurar ajuda externa, um psicólogo por exemplo, pois a pessoa precisa aceitar o problema que ela tem e seus efeitos na sua vida, que pode evoluir de uma tristeza contínua até o suicídio.

Lidar com o fato de que você precisa de ajuda envolve muita força, coragem e consciência de quem você é, e é por isso que muitas pessoas resolvem ir até o fim com a idéia do suicídio. Pedir ajuda é, sem dúvida, a maior dificuldade que todos nós temos.

Por Clara Hamasaki

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Suicídio e Religião

Diversos motivos levam uma pessoa a decidir quando acabar com sua vida. Como tudo em excesso faz mal, a religião não foge à regra. Ela pode sim ser o motivo de um suicídio, como uma prova de fé que será recompensada no paraíso.

Um exemplo conhecido mundialmente são os ataques suicidas aos EUA no dia 11/09/2001, quando membros da Al-Qaeda seqüestraram quatro aviões dos quais dois atingiram o World Trade Center, um atingiu o Pentágono e o outro, destinado à Casa Branca, caiu em um campo na Pensilvânia. Neste atentado, 19 pessoas (os seqüestradores) tiram suas próprias vidas e as de mais 3215 inocentes.

É compreensível que problemas insolúveis aos olhos de um indivíduo o incitem a cometer um atentado si mesmo. Mas as religiões sempre valorizaram muito a vida (apesar de haver períodos da história onde isso não se aplica, como o da Inquisição e o das Cruzadas), sempre foi algo que conforta, que dá explicações e esperança, logo, é contraditório esse estímulo ao suicídio. Não é falta de respeito, nem proselitismo, é só uma questão polêmica que atinge a todos nós, ainda que indiretamente e a longo prazo, seja no dia-a-dia, seja em eventos históricos como o 11 de setembro. E a questão é uma muito debatida, porém nunca resolvida: qual é o limite da fé?

Por Lucas Thomaz de Agrela
06 de novembro de 2008

Japão: A terra do suicídio [2]

Na segunda parte de nossa matéria, nós nos aprofundaremos em uma das maiores causas de suicido no Japão, o Bullying. Para quem não sabe o bullying significa os maus tratos que alguns alunos recebem dos conhecidos “valentões” em suas escolas. Atos desse tipo são vistos em todas as partes do mundo, porém no Japão o bullying atormenta a vida de milhares de alunos todos os anos.

Muitos alunos e principalmente alunas recorrem ao suicídio como solução. Os estudantes Japoneses se recusam a procurar ajuda em relação ao bullying guardando tudo para si mesmo, muitos professores não escutam o desabafo dos adolescentes, alem de que os próprios pais muitas vezes não sabem da situação que seus filhos passam todos os dias.

Um caso muito conhecido pela mídia local foi o de Shinji Nakai e sua mulher Setsuko, que entraram com um processo contra o governo Japonês e da cidade onde sua filha estudava. Os pais alegavam que a escola omitia os casos de bullying, alem, de não oferecer apoio a sua filha.

Psicólogos e estudiosos afirmam que o sistema de ensino Japonês, que obriga constantemente a “disputa” entre os alunos, cria um ambiente favorável para o bullying. Talvez a melhor saida não seja a modificação drástica no sistema educacional, e sim a conscientização de que alunos agredidos não procuram ajuda. Os professores e educadores tem de ficar atentos aos mínimos detalhes, punindo os culpados e ajudando os atacados. O suicídio deles é a única forma de fugir da realidade na qual vivem. Se ao menos tais alunos fossem escutados a tensão e frustração gerada pelo bullying diminuiria, junto com o suicídio.

Por Lucas Vinicius Biffi
Quarta-feira , 05 de Novembro de 2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Palavras que ficam quando a vida se esvai

Getúlio Vargas, Kurt Cobain, Heinrich von Kleist e Vinícius Gageiro Marques. Essas foram algumas das pessoas de casos famosos de suicídio e têm em comum mais um fator: deixaram uma carta antes de cometerem suicídio.

As estatísticas dizem que cerca de 20% dos suicidas fazem o mesmo. Segundo uma tese de doutorado da professora da Universidade de Utah Dra. Lenora Olson, as causas que levariam alguém a escrever uma nota antes morrer seriam: aliviar ou aumentar a dor dos que ficaram (isentando-os ou atribuindo-lhes culpa), esclarecer a razão do suicídio, deixar instruções do que fazer com o que restou e atrair piedade ou chamar atenção.

Há ainda aqueles que nada escrevem, que seriam analfabetos ou não habituados com a linguagem escrita, pessoas que não teriam a quem escrever ou o que deixar, com dificuldade de se expressar, que não planejaram o suicídio com muita antecedência, ou na esperança de que a morte seja interpretada como homicídio na tentativa de manter uma boa imagem ou o seguro de vida.

Além disso, esses dados apresentados demonstram uma questão contraditória a ser levantada: deixar uma nota antes de tirar a própria vida demonstra, no mínimo, um desejo de que um pedaço de si permaneça no mundo. Seja para confortar parentes, culpá-los ou dar explicações, a essência da pessoa estampada, os sentimentos traduzidos em tinta estarão eternizados. Mostra que poderiam ser ajudados, se ouvidos. São pessoas que não valorizam a vida, mas o fazem suficientemente para deixarem satisfações, saindo da vida para entrar na “memória”.

Por Juliana Dutra
Terça-feira , 04 de Novembro de 2008

O processo de valorização

Hoje em dia qualquer discussão banal pode levar uma vida ao seu fim, seja por homicídio ou suicídio.

O contexto pessoal influencia tais ações. Caso não haja objetivos ou perspectiva de futuro, haverá desvalorização da vida. Realização profissional, conquistas e boa convivência com família e amigos, no entanto, tornam uma vida preciosa novamente.

Os próprios conflitos internos podem abrir espaço para novos conceitos. Eles precisam de uma "válvula de escape", um jeito de serem expressos - em forma de poesia, esporte, escrita ou outros tipos de arte. Não adianta recorrer ao escapismo - uso de drogas e bebidas ou, em casos extremos, a desistência da própria vida.

A escola é um importante agente desse processo. Na área de biológicas, o indivíduo passa a conhecer mais sobre si e aquilo que o cerca, adquirindo senso de convivência para com os demais. As ciências exatas fortalecem o raciocínio lógico, dotando o receptor de uma ferramenta para solução dos problemas que possa enfrentar no decorrer da vida. Através da produção de textos e interatividade com as diferentes formas de pensar, as matérias de humanas permitem que a pessoa "desabafe" e utilize seus ideais de forma ética. Ao final do processo, as disciplinas especiais - esportes, música, artes, entre outras - promovem a circulação de todos esses aprendizados, ou seja, o canal por onde se comunicar.

Por Rafael dos Santos
Segunda-feira , 03 de Novembro de 2008

Uma outra visão

Complicado escrever sobre algo que uma vez passou em minha cabeça, perder uma pessoa que foi de grande significado talvez não seria um bom motivo, mas terminaria com o sofrimento, que pouco importa para o outro.


Vejo muitos julgarem aqueles que se suicidam e até mesmo os que pensam no suicídio. È tão fácil dizer que é uma atitude covarde e sem nexo, não estou concordando com o ato, simplesmente não consigo pensar como sendo um ato de fragilidade.


Certo ou errado? Certo do ponto de vista da pessoa que comete tal ato, erradíssimo para a sociedade que tanto “valoriza a vida”. Não acredito no certo ou errado, acredito sim na liberdade de escolha, no livre-arbítrio.


Condenar o suicídio é a forma mais fácil, pensar até que ponto foi importante e necessário, ninguém quer saber o motivo.


Será mesmo que porque estamos andando e falando, realmente estamos vivos? Pensamos na morte do corpo, no entanto alguém acredita na morte da mente e da alma? Tem tantas pessoas que morreram por dentro, mas continuam “vivas”, e elas não são julgadas. Prefiro colocar minha forma de pensar de maneira simplista e ingênua. Dados e pesquisas sobre o assunto são importantes para entender melhor, só que a partir do momento que a questão está relacionada ao sentimento de cada indivíduo, a racionalidade não tem tanto fundamento assim.


Quem mata o tempo não é assassino, mas sim um suicida”.

Millôr Fernandes


Por Shayane Servilha

Domingo , 02 de Novembro de 2008