quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A sociedade é inocente?

Na sociedade atual, a mídia impõe padrões. Sejam eles de consumo ou de beleza, há sempre aqueles que o sistema exclui, sem a menor chance de ascensão, pois além de barreiras econômicas, há barreiras morais. A competitividade é exacerbada. Com um futuro repleto de escolhas pré-determinadas, as pessoas que não conseguem ter as mesmas coisas que seus vizinhos tendem a ser infelizes, talvez até invejosas, e isso, em longo prazo, pode levar à depressão e ao suicídio e no Japão há muitos exemplos disto.

A falta de valorização do trabalhador que o capitalismo impõe com seus meios de produção faz com que as pessoas se sintam meros vendedores da sua força de trabalho para mover a máquina geradora de lucros e de miséria. Benefícios efêmeros são gerados, mas o que realmente passa na cabeça da pessoa sem oportunidade? Passa um sonho: o de ser e de se sentir igual.

Muitas vezes alguns consideram o suicídio uma solução pensando numa teoria comum: ao invés de resolver os problemas, pode-se eliminar a vida na qual eles se hospedam. Assim não há problemas.

O suicídio pode ser a conseqüência de problemas psicológicos ou psiquiátricos, mas a causa muitas vezes é externa e presente no nosso dia-a-dia. A questão que fica neste texto é: será que o mundo está correto?


Por Lucas Thomaz de Agrela

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Japão: A terra do suicídio [3]

Nessa penúltima parte de nossa matéria, trataremos do suicídio cometido entre classes sociais altas em conjunto com os desconhecidos (aqui no ocidente) sites de suicídio.
Já comentamos dos casos de suicídios vindos de estudantes e adolescentes, porém outro grande índice de mortes provem dos adultos acima de 40 anos.

Muitos deles se suicidam devido a problemas econômicos, ou mesmo quando seu trabalho se encontra instável. Para quem não sabe, entrar em uma empresa no Japão é um orgulho para a família, já sair da mesma é uma vergonha. Normalmente os empresários começam e acabam em uma mesma empresa. Sair dela é sinônimo de incompetência e fraqueza.

Muitos empresários, que mesmo obtendo muito dinheiro, chegaram a cometer o suicídio, pois foram despedidos. 25% dos suicídios provem de problemas relacionados com o trabalho.

O mais estranho em tudo isso, é que uma grande parte dos suicidas entre 35 a 50 anos utilizam sites de suicídio coletivo, que ao juntar um determinado numero de pessoas, programam a hora e a data para que todos se suicidem juntos, cada um em sua casa conectado aos outros por intermédio do computador.Outro tipo de site é o que encomenda seu próprio suicídio. Por uma quantia de 1200 iens uma pessoa vai ate a sua casa para te matar. Muitos sites desses já foram fechados, ocorrendo 2 prisões. Uma por envenenamento e outra por degolamento. Todos pagos e agendados.

Temos que compreender que não só estudantes e jovens cometem o suicídio. Adultos bem sucedidos também recorrem à morte, muitas vezes por problemas de honra do que de dinheiro. Ou seja: O suicídio pode atingir qualquer um em uma social, não importa quanto dinheiro este tenha. Temos que entender que apesar de nossa sociedade colocar visivelmente todos em “níveis” a depressão, baixa alto estima e desonra podem atingir qualquer um. Estes conceitos não possuem preconceitos!

Por Lucas Vinicius Biffi

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Documentário aborda casos atuais de suicídio

Com 93 minutos de duração, o documentário “The Bridge” (A Ponte, 2006) retrata casos de suicídio em um dos maiores pontos turísticos de São Francisco, a ponte de Golden Gate. Foi dirigido por Eric Steel, também diretor de “Bringing Out the Dead” (Vivendo no Limite, 1999), “Shaft” (2000) e “Angela’s Ashes”.

Ao longo do dia, Steel e sua equipe conseguiram flagrar cerca de 20 pessoas no momento de sua morte. Sendo constatados comportamentos quase regulares, gerou grande polêmica: a pessoa leva algum tempo para se jogar, dando tempo para que seja ajudada, mas o filme registra 20 vítimas e ajuda poucas. O documentário também conta com depoimentos de amigos e parentes das vítimas.

Por: Juliana Dutra

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Quem dá mais valor à vida?

Há mais ou menos 50 anos, os sociólogos Austin Porterfield e Jack Gibbs realizaram uma pesquisa na Nova Zelândia que relacionava suicídios à classe e à mobilidade social. Foram estudados casos ocorridos entre 1946 e 1951.

O trabalho tinha como objetivo descobrir em quais classes (alta, média ou baixa) o suicídio era mais comum e se a mobilidade social (enriquecimento ou empobrecimento) exercia alguma influência em tal prática.

Uma análise simples mostrou que a maioria dos casos de suicídio (30%) eram praticados pela parcela mais rica da sociedade, enquanto os pobres apresentaram a menor porcentagem. Além disso, dentre as classes altas, destacaram-se os praticantes com mais de 35 anos. Essa proporção direta entre renda e número de suicídios (crescimento paralelo), no entanto, não é considerada universal.

De acordo com a teoria, a mobilidade pressupõe adaptações radicais devido à mudança de classe. Os dados mostraram que os suicidas, majoritariamente, haviam passado por tal mobilidade.

O tipo de crise psicológica promovida pela mudança de classe variava dentre os que subiram, desceram ou se mantiveram estagnados em relação à posição ocupada na sociedade. Aqueles que avançaram de patamar apresentavam problemas com o emprego. Os que decaíram tinham problemas interpessoais - brigas, divórcios, falecimentos.

A pesquisa de Porterfield e Gibbs não deu importância à ligação entre suicídio e doenças mentais (como a depressão) ou influências externas, e por isso não obteve tanta credibilidade. Foi capaz, entretanto, de prever os males do consumismo e do status quo, que comprometem a qualidade de vida da sociedade contemporânea.

Por Rafael dos Santos

domingo, 9 de novembro de 2008

Cérebro de suicida é diferente

Tentando explicar as causas dos suicídios recentemente foi publicado um estudo canadense na revista Biological Psychiatry, onde constatou que o cérebro da pessoa suicida é quimicamente diferente do cérebro de pessoas que morrem por outras causas. A pesquisa verificou que a metilação, que regula o desenvolvimento das células, no cérebro dos suicidas é maior que nos outros cérebros. A metilação também tem a função de desligar genes de uma célula para que outros genes determinem a função da célula, o gene que estava sendo desligado era um importante regulador de comportamento.

Os cientistas das Universidades de Western Ontario, Carleton e Ottawa também apontam que fatores ambientais também influenciam a mudança do comportamento.

Segundo Michael Pouler, cientista responsável pela pesquisa, a descoberta abrirá portas para novos estudos e terapias sobre comportamento de suicidas e pessoas depressivas.

John Krystal, editor da Biological Psychiatry, sintetiza “Além disso, essas modificações podem acabar moldando os rumos da vida de uma pessoa de forma importante, inclusive aumentando o risco de um distúrbio depressivo e, talvez, do suicídio”.

“A vida sem ciência é uma espécie de morte”.
Sócrates

Por Shayane Servilha

sábado, 8 de novembro de 2008

Kamikazes: Tudo por tudo?

Muitos já ouviram essa palavra: "Kamikaze". O que seria? Um prato da culinária japonesa? Um anime?(animação japonesa) Um brinquedo de parque de diversões? Sim. Também é um brinquedo num parque de diversões, mas muito antes disso essa palavra significou orgulho, honra e desespero.( O único desespero comparável ao das vítimas de um kamikaze é o de um estudante de jornalismo que escreve de ultima hora repetindo substantivos no título do texto).

Kamikaze é uma palavra de origem japonesa. "Kami" significa "deus" e "kase", "vento"...curiosamente essa palavra no Japão é apenas usada para designar um tufão que se diz ter salvo o país em 1281 da invasão por uma frota líderada por Kublai Khan(conquistador do Império Mongol), mas no resto do mundo ela é usada para caracterizar os ataques suicidas realizados por pilotos japoneses na segunda guerra mundial.

A intenção desses ataques era óbiva: se destruir causando o maior dano possível às vítimas( muitos acreditavam que um ataque kamikase causava mais danos que uma bomba ou um torpedo); É claro que causava um dano ainda maior ao piloto, mas o objetivo dos ataques normalmente era alcançado, principalmente depois que o Japão viu que a tática era boa e começou a desenvolver aviões mais "explosivos".

Claro que há muitas perguntas sobre os kamikazes: Por que eles se matavam ao invés de se alistarem no exército e matarem muito mais gente? Por que eles tomavam saquê antes de ir para o avião já que essa bebida poderia deixá-los bebados e fazê-los acertar o alvo errado? Infelizmente não sei responder, mas antes que alguém pergunte: os kamikazes usavam capacete por honra(e porque os rádios ficavam neles).

Por Vinícius França
Sábado \o/

A Maior Dificuldade

Não é difícil pensar em se matar - muito pelo contrário, muitas pessoas pensam em suicídio pelo menos uma vez na vida. O difícil é admitir este pensamento e, principalmente, enfrentar a angústia de querer desistir da própria vida.

Quando alguém pensa em se matar, quem deveria ajudá-la quando a própria pessoa não reconhece que precisa ser ajudada? O suicídio não é um assunto comum em conversas, é na verdade, um assunto praticamente banido socialmente.

A pessoa se sente bloqueada quando vê a necessidade de conversar com os amigos, pois ela acredita que eles não saberiam lidar com esta situação.

Ela também tem dificuldade para falar com a sua família, pois os parentes sofrerão e, logo, há um sentimento de culpa por causar este sofrimento.

Finalmente, há o medo de procurar ajuda externa, um psicólogo por exemplo, pois a pessoa precisa aceitar o problema que ela tem e seus efeitos na sua vida, que pode evoluir de uma tristeza contínua até o suicídio.

Lidar com o fato de que você precisa de ajuda envolve muita força, coragem e consciência de quem você é, e é por isso que muitas pessoas resolvem ir até o fim com a idéia do suicídio. Pedir ajuda é, sem dúvida, a maior dificuldade que todos nós temos.

Por Clara Hamasaki