quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Japão: A terra do suicídio [4]
Como já comentamos anteriormente, o governo nipônico pretende diminuir ate 2016 cerca de 20% dos suicídios no Japão. De acordo com o próprio, as medidas são semelhantes às tomadas por países da Europa, como Reino Unido e Finlândia que visava à diminuição de pautas relacionadas a suicídio por qualquer meio de comunicação. Porém com o avanço da internet nem mesmo o governo tem poder para segurar as ondas de informações que avançam sobre a sociedade.
O Parlamento também procura acabar com os pactos, realizados por vários adolescentes, que se suicidam juntos numa forma de acordo feita via internet. As dificuldades para cortar tais informações da mídia se devem, pois iria contra a lei de proteção á liberdade de expressão. Assim o governo Japonês junto da policia e diversas empresas de comunicação procuraram adotar varias medidas para levar informações a respeito de suicídio para a policia. Os sites de suicídio seriam analisados, para decidir se o conteúdo contenha algum risco a sociedade.
Talvez tais medidas ainda sejam poucas, pois existem muitos suicidas que não se ocupam de métodos on-line. Porém esses ainda são o inicio da ação governamental, que procura inicialmente acabar com os métodos de suicídio que mais atingem os jovens Japoneses.
Por Lucas Vinicius
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Suicidio e o contexto da realidade social
Em matéria de 2004, o especialista José Bertolote explica: "Suicídio é um importante problema de saúde pública e representa 1,5% do custo total das doenças para a sociedade".
As estatísticas são uma ferramenta poderosa neste momento de análise. No Brasil algumas capitais e estados apresentam índices elevados, apesar da situação não ser tão crítica quanto no Japão, que, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) apresentava 25 mortes por 100 mil habitantes em 2004. A média brasileira chegou a 4,5 mortes por 100 mil habitantes também nessa data segundo estudo realizado pelo Ministério da Saúde em parceira com universidades públicas e privadas. Países como Espanha, Itália, Irlanda, Egito e Holanda, as mortes não chegam a dez a cada 100 mil habitantes nesse período. Na China, há 250 mil mortes por ano, cerca de um suicídio e oito tentativas a cada dois minutos, segundo o portal de notícias estatal chinês "China Daily". Os números africanos são imprecisos demais para serem publicados.
Os dados são uma visão alarmante, o suicídio está fortemente relacionado à cultura de um país (no caso do seppuku, tradição samurai japonesa de cortar a própria barriga), a sua religião (casos de suicídio coletivo em nome de uma ‘oferenda’) ou estabilidade proporcionada pelo país, (as mortes nos Estados Unidos provocadas pela crise americana).
Por Juliana Dutra
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Mitos que circundam o suicídio
Muitos acreditam que os verdadeiros suicidas não se manifestam ao considerarem tal ato. Pesquisas mostram, no entanto, que 75% das pessoas que se suicidaram haviam expressado, semanas antes, que estavam desesperadas e o fariam.Os mesmos estudos mostram que, por essa razão, muitos casos poderiam ser evitados se tivessem recebido a devida atenção.
"Suicídio é coisa de louco"
Para muitas pessoas, apenas aqueles que têm problemas mentais cogitam o suicídio. No entanto, estima-se que nem 10% dos suicidas possuem psicose ou outros distúrbios psicológicos. É fato que muitos sofrem depressão ou transtornos, porém a ausência dessas moléstias, definitivamente, não elimina o risco de suicídio.
"Isso não leva ao suicídio"
Um grande erro é considerar que os argumentos de um suicida não são tão sérios. Infelizmente, é só após a tragédia que as pessoas começam a rever os conceitos e percebem que valores e prioridades variam de indivíduo para indivíduo.
"Uma vez superada a crise, não há mais risco"
Acredita-se que para acabar com o risco de suicídio, deve-se superar a situação que o gera. Baseando-se nisso, muitos pacientes são abandonados após uma melhora no quadro psicológico. Tais crises, no entanto, podem reaparecer, o que é muito comum. Além disso, novas crises podem surgir, por isso deve haver um acompanhamento constante nesses casos.
"Todo suicida pertence à mesma classe social"
É verdade que as classes e a mobilidade social são importantes no estudo do suicídio. Não há, entretanto, um setor da sociedade que fuja de tal ato. Ele atinge todas as classes e raças, mesmo que de formas diferentes.
"É inútil evitar um suicídio"
Há acredite que os suicidas estão determinados a se matar, por isso não fazem nada para reverter a situação. A maioria, pelo contrário, enfrenta grande indecisão e, até o último momento, se arrisca contando que venham salvá-la. Poucos são os que desistem da vida sem deixar algum sinal ou avisar alguém.
A existência desses mitos podem, de certa forma, explicar o grande número de casos de suicídio que poderiam ter sido prevenidos e não foram. Sustentar tais idéias equivale a recusar a ajuda necessária em um momento tão difícil para algumas pessoas. Por outro lado, ao quebrar esses falsos "dogmas", fica visível que há como diminuir as elevadas taxas de suicídio presentes no mundo contemporâneo.
Por Rafael dos Santos
domingo, 16 de novembro de 2008
Conflito com o meio exterior
Na obra O Suicídio~ Durkheim caracterizou os suicidas de três formas. A pessoa que se mata para não sofrer, geralmente, comente tal ato por não estar integrada em um convívio social (família, amigos e trabalho), é classificada como suicidas egoístas. O suicida altruísta, lealdade a uma causa (religião, moral, militar). E por último o suicida anômico, na qual o indivíduo se mata devido a uma crise e desequilíbrio socioeconômico que a sociedade sofre. Dukheim também verificou que as mortes por suicídios variam de país, religião, gênero e estado civil.
O livro chegou a conclusão de que a causa do suicídio na época de Durkheim era devido a pouca integração da sociedade com o indivíduo. Uma sociedade que era altamente individualista seria o contrário de uma solidariedade social, aumentando assim a opção pelo suicídio.
"Morrer é apenas não ser visto. Morrer é a curva da estrada."
Fernando Pessoa
Por: Shayane Servilha
sábado, 15 de novembro de 2008
E se? (Começo)
Eu já falei de famosos que se mataram; citei Hitler,Kurt Cobain e até Judas! Mas dentre tantos gringos, o único brasileiro lembrado foi Santos Dumont(que tem até nome de francês). Contei um pouco dos kamikazes japoneses também, mas não tem jeito.Só pensamos na gravidade do problema,quando este nos aflige diretamente( ou quase).
Agora sim o começo...
Levando em consideração o levantamento feito pelo Ministério da Saúde, o número de jovens brasileiros entre 15 e 24 anos que tentam o suicídio no Brasil aumentou em torno de 40% de 1993 à 1998? Esses são apenas dados de mais de 10 anos atrás. Hoje em dia estamos muito melhores...temos apenas cerca de 8 mil casos ao ano de suicídio. Temos também uma pergunta,inevitável: Pra quê tudo isso?
Os motivos "oficiais" variam entre:
- Baixa saúde mental(jeito chique de chamar o suicida de louco)
- Baixa saúde mental por abuso de drogas e alcool
- E mais várias e várias tentativas de explicação
Na segunda parte do texto falarei mais sobre os possíveis motivos, os outros motivos "oficias" e a dura constatação: não é porque achamos que determinado fato não é motivo para suicídio, que ele realmente não seja.
Por Vinícius França
Sábado \o/
PS:O Site do ABC da saúde que fala das estatísticas citadas no início do texto é esse aqui: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?401 ( acessem ^^ )
Eutanásia
Este é um assunto delicado, pois ninguém quer ver um parente, um amigo ou até mesmo um simples conhecido desistir da vida de uma forma que todos saibam o que está acontecendo, sem ter a chance de impedir a decisão da pessoa. E também é difícil para a própria pessoa que está passando por isso, pois ao saber que seu estado é irreversível, o que resta a ela?
Alguns filmes, como "Menina de Ouro" e "Mar Adentro", contam a história de alguém que percebe, mas não aceita, que seu destino é ficar deitado em uma cama pelo resto dos seus dias, sem levantar um dedo. Estes dois filmes passam a mensagem de que se a pessoa sabe que não há como mudar seu estado e não quer mais viver num mundo de sofrimento, ela deveria ter a opção de não mais passar por isso.
Por isso, muitas pessoas preferem nem ver filmes com esta temática. Não é o futuro que planejamos para nós mesmos durante nossas vidas, mas o que devemos fazer quando nos deparamos com estas situações? Muitos condenam a eutanásia, outros são a favor se a pessoa está passando por grandes dificuldades, sofrendo. Mas, de um modo geral, a sociedade é contra. Por quê?
Porque não há nada mais fácil do que se imaginar numa situação tão frágil quanto esta. E, ao mesmo tempo, nada mais difícil do que pensar em como lidar com isso caso um dia venha acontecer com você.
Por Clara Hamasaki
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
A sociedade é inocente?
Na sociedade atual, a mídia impõe padrões. Sejam eles de consumo ou de beleza, há sempre aqueles que o sistema exclui, sem a menor chance de ascensão, pois além de barreiras econômicas, há barreiras morais. A competitividade é exacerbada. Com um futuro repleto de escolhas pré-determinadas, as pessoas que não conseguem ter as mesmas coisas que seus vizinhos tendem a ser infelizes, talvez até invejosas, e isso, em longo prazo, pode levar à depressão e ao suicídio e no Japão há muitos exemplos disto.
A falta de valorização do trabalhador que o capitalismo impõe com seus meios de produção faz com que as pessoas se sintam meros vendedores da sua força de trabalho para mover a máquina geradora de lucros e de miséria. Benefícios efêmeros são gerados, mas o que realmente passa na cabeça da pessoa sem oportunidade? Passa um sonho: o de ser e de se sentir igual.
Muitas vezes alguns consideram o suicídio uma solução pensando numa teoria comum: ao invés de resolver os problemas, pode-se eliminar a vida na qual eles se hospedam. Assim não há problemas.
O suicídio pode ser a conseqüência de problemas psicológicos ou psiquiátricos, mas a causa muitas vezes é externa e presente no nosso dia-a-dia. A questão que fica neste texto é: será que o mundo está correto?
Por Lucas Thomaz de Agrela